O 2018 das marcas inglesas em números

Com o ano de 2018 encerrado é hora de fazer as contas à prestação das marcas inglesas no mercado. O ano passado revelou-se um ano cheio de desafios a vários níveis, com influência de factores como o Brexit, o abrandamento do mercado chinês, a mudança de interesses no mercado e a demonização do Diesel.

NOTA: Este artigo será actualizado logo que os dados da Aston Martin, Bentley e Morgan sejam conhecidos.

 

Jaguar Land Rover

 

2018 trouxe os primeiros dissabores na história de sucesso que já dura há cerca de uma década, desde a compra do grupo pela Tata, depois de anos a definhar nas mãos da Ford. No ano passado a Jaguar Land Rover vendeu 592.708 unidades, uma redução de 4,6% em relação a 2017. Destes, 180.833 (+1,2%) ostentam o símbolo Jaguar (em 2008 apenas foram vendidas cerca de 65.000 unidades) e 411.875 Land Rover (-6,9%).

Do lado da Jaguar os grandes destaques vão para o E-Pace que conseguiu 42.186 unidades em 2018 bem como o I-Pace com 6.893 unidades vendidas. Estes novos modelos conseguiram compensar as quebras de 21% no XE (30.654), 25% no XF (31.507), 51% no XJ (5.057), 26% no F-Pace (56.563) e 25% no F-Type (7.973).

Do lado da oval verde, as 66.323 unidades do Velar e o incremento marginal de 1% do Discovery (43.253) não foram suficientes para compensar o tombo de 24% para o Discovery Sport (95.520) e a ainda mais acentuada queda de 32% do Evoque (74.521), numa altura em que o Discovery Sport aguarda uma remodelação e a nova geração do Evoque já sai das linhas de montagem e chega ao mercado em Março. Range Rover (54.407) e Range Rover Sport (77.847) vêem as vendas abrandar 4% e 5%, respectivamente.

Responsável por este abrandamento é principalmente a quebra do mercado Chinês, com uma redução das vendas do grupo em 22% no ano passado, não compensada com a subida de 7% do mercado norte-americano e mercados emergentes.

Em Portugal a Jaguar vê um crescimento de 22,1% (851 unidades) enquanto a Land Rover escorrega 25,6% para 776 unidades.

 

Lotus

 

A história conturbada da Lotus parece destinada a ensombrar carros brilhantes e mundialmente aclamados. No entanto, os últimos tempos têm sido de sorte para o pequeno fabricante de desportivos. No ano passado as vendas cresceram 2% para 1.630 unidades, o melhor valor desde 2011 e ainda antes de ser visível qualquer influência do seu novo proprietário, a Geely, no mercado. Espera-se que a marca continue a crescer à medida que os tão necessários novos modelos chegarem ao mercado.

Em terras lusas não foi vendida qualquer unidade.

 

MINI

 

2018 também se revelou um ano de ligeira quebra na MINI de 2,8% para 361.531 unidades a nível mundial resultado de uma queda de 7,3% no mercado americano, onde a MINI tem perdido sucessivamente expressão à medida que aquele mercado se afasta de veículos mais pequenos.

No mercado português a MINI cresceu 7,3% para 3003 unidades em 2018, com especial destaque para o MINI Countryman Cooper S E plug-in com 362 unidades vendidas, o que representa mais de 10% do total de vendas da marca e demonstra um cada vez maior interesse do mercado pelas tecnologias de electrificação. Em 2019 espera-se que a MINI roube uma fatia ainda maior deste mercado com a introdução do MINI totalmente eléctrico, que se diz ser o primeiro hot-hatch eléctrico do mercado.

 

Rolls-Royce

 

A Rolls-Royce vive um autêntico renascimento neste momento. O primeiro SUV da marca, o Cullinan, tem tido resultados fenomenais e os tradicionais Phantom e Ghost enfrentam uma elevada procura. Esta combinação resulta no melhor ano da história de 115 anos da Rolls-Royce com 4.107 unidades vendidas, resultado de um crescimento de 22,2%.

Portugal, por outro lado, não teve direito a nenhuma destas unidades.

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