Jaguar Land Rover divulga plano de recuperação com corte de 4500 empregos

Chefe da JLR revela que “todos os locais” no Reino Unido vão ver cortes de empregos, focados nas áreas administrativas e de gestão da empresa.

A Jaguar Land Rover (JLR) confirmou que vai cortar 4.500 postos de trabalho no Reino Unido como parte de um importante programa de contenção de custos destinado a construir um crescimento rentável a longo prazo.

Os cortes correspondem a cerca de 10% da equipa de 43 mil funcionários da empresa, pertencente à Tata, que inclui as fábricas de Castle Bromwich, Solihull e Halewood. As perdas de emprego somam-se a 1500 trabalhadores dispensados no ano passado.

Embora o número de empregos cortados em locais específicos ainda não tenha sido anunciado, o CEO Dr. Ralf Speth disse à imprensa que “todos os locais” dentro do Reino Unido sofrerão cortes de alguma forma, focados na “administração e liderança”. “Os trabalhadores serão inicialmente reduzidos através de um programa de rescisão voluntária, ou através de reformas antecipadas”.

Ralf Speth, disse ainda: “Estamos a tomar medidas decisivas para ajudar a gerar crescimento a longo prazo, em face de múltiplas rupturas geopolíticas, bem como dos desafios tecnológicos enfrentados pela indústria automóvel”.

O anúncio feito hoje pelo maior fabricante de automóveis do Reino Unido segue a queda na procura por berlinas e motores a diesel, juntamente com uma queda acentuada nas vendas na China de 21,6% em 2018. Como resultado, registou uma perda de 90 milhões de libras no terceiro trimestre de 2018.

A empresa também divulgou os números de vendas do ano para 2018, confirmando uma queda geral de 4,6% em relação a 2017. De um total de 592.708 veículos, cerca de 181.000 foram Jaguar (um modesto crescimento de 1,2% face a 2017) e pouco menos de 412.000 Land Rover (uma queda de 6,9% em relação a 2017).

Assim como a queda chinesa, a JLR foi afectada por vários outros factores, incluindo o Brexit, as tarifas comerciais dos EUA, a negatividade em torno do diesel e os novos regulamentos WLTP.

Os cortes de empregos fazem parte do que a JLR chama de “programa de recuperação e transformação”, que deve melhorar o fluxo de caixa e os custos para economizar 2,5 mil milhões de libras ao longo de 18 meses.

A JLR cortou 1.000 postos de trabalho na sua fábrica de Solihull – que também fechou por duas semanas em Outubro do ano passado devido à redução da procura. Em Dezembro, a fábrica de Castle Bromwich, que produz modelos como o XE e o XF, operou com semanas de três dias.

 

Apesar das perdas de postos de trabalho, a JLR não mencionou nenhum plano de encerramento de fábricas. Speth disse que “se recusa a comentar” sobre tais assuntos, dizendo que “temos que esperar pela política – o que acontecerá depois de 29 de Março?” noutra referência ao potencial efeito de um Brexit duro na eficiência da produção.

No entanto, ele confirmou mais investimentos no Reino Unido em electrificação com motores eléctricos fabricados na sua fábrica de motores de Wolverhampton a partir de 2020. Esta mudança ajudará a proteger os empregos na fábrica, à medida que o mercado se afasta dos motores de combustão interna.

Haverá também um novo centro de produção de baterias em Hams Hall, descrito como um dos maiores do tipo no Reino Unido, usando novas técnicas de produção e tecnologias para produzir baterias e módulos para os futuros modelos Jaguar e Land Rover.

O foco na produção de motores eléctricos reforça o anúncio da empresa em 2017 de que todos os veículos JLR lançados a partir de 2020 terão uma variante electrificada. O grupo já oferece modelos híbridos plug-in Range Rover e Range Rover Sport, bem como o bem-recebido Jaguar I-Pace eléctrico.

 

Também não houve menção sobre qualquer plano para cancelar qualquer um dos 13 lançamentos anunciados.

Este ano, a segunda geração do Range Rover Evoque estará à venda e o tão aguardado novo Land Rover Defender será revelado. Futuramente, é esperado um Jaguar XJ eléctrico tal como o J-Pace, um SUV de grandes dimensões para ocupar o lugar de topo da gama SUV da Jaguar.

A maior parte do crescimento é esperado por meio dos seus SUVs, que atendem às tendências mais amplas do mercado, enquanto a maior dúvida é sobre a gama de berlinas da Jaguar, que tem lutado contra os rivais alemães.

As vendas da Jaguar Land Rover caíram 4,6% no ano passado, para 592.708 unidades. As vendas no mercado chinês caíram 21,6%, de 146.399 unidades para 114.826 unidades. Isto significa que a Europa e a América do Norte agora lideram as vendas da JLR, colocando a China em terceiro lugar. Em comparação, em 2017, as vendas chinesas ficaram no topo do gráfico da JLR.

 

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