Há 70 anos: Morris Minor

Foi a 12 de Outubro de 1948 que saiu da fábrica de Cowley o primeiro Morris Minor, tendo sido realizada a sua apresentação ao público no dia 27 do mesmo mês no Earls Court Motor Show, em Londres.

No cenário pós guerra, e no contexto da racionalização do petróleo e de toda austeridade que dai resultou, era imperativa a existência de um modelo cujas características prioritárias fossem o baixo custo de utilização, mantendo a praticabilidade o mais inalterada possível.

Esta necessidade foi prevista pelo director de produção do então Nuffield Group (detentor da marca Morris), Miles Thomas que, enquanto praticamente todos os recursos de produção estavam concentrados na produção de munições, atribuiu a Alec Issigonis (que se tinha juntado ao grupo em 1936) o livre arbítrio para a elaboração deste projecto.

Foi com este primeiro automóvel com a assinatura de Issiognis que ficou definido o que seria o seu estilo nos anos vindouros: toda a genialidade no aproveitamento de espaço para que se mantivesse a praticabilidade numa viatura fácil de manter e que pudesse perfeitamente ser utilizada por uma família Britânica. Tal metodologia foi aplicada na criação do icónico Mini, assim como outros produtos como os Austin/Morris 1100/1300 (ADO16), Austin 1800 (ADO17), Austin Maxi ou Austin Metro.

O Morris Minor passou por três grandes etapas ao longo da sua vida, nomeadamente:

 

Geração MM

A primeira geração existiu entre 1948 e 1953, estando inicialmente disponível como berlina de 2 portas, juntando-se a este a de 4 portas e uma versão descapotável no ano de 1950. Estava disponível na motorização de 918cc com o motor “U-series” de válvulas laterais.

 

Geração Series II

Esta geração esteve em produção de 1952 a 1956, e apareceu como resultado de uma reestruturação devido à formação da British Motor Corporation, após a junção  do Nuffield Group com o seu maior rival: a Austin Motor Company. Para além das mudanças cosméticas, a nível mecânico e visando a uniformização de componentes, todo o sistema de transmissão foi modificado, descartando o motor anterior e passando a acomodar o mais eficiente motor A-series da Austin com 803cc e com válvulas à cabeça. A partir de 1953 foram feitas novas adições à gama:

 

Morris Minor Traveller, a versão carrinha

 

Morris Minor 1/4 Ton Van, a versão comercial de caixa fechada

 

Morris Minor 1/4 Ton Pick Up, a versão comercial de caixa aberta

 

Geração 1000 series

De modo a manter a competitividade do Minor nos anos 60, tendo como um dos motivos a expansão da rede de auto-estradas, foi necessária uma nova revisão ao motor e caixa. Passou a ser usado o A-series de 948cc e as relações da caixa eram agora mais longas. Exteriormente, as mudanças mais notórias são o vidro dianteiro único e traseiro de maiores dimensões.

Em 1962 surgiu um novo upgrade ao propulsor, com a utilização do A-series de 1098cc.

Os modelos descapotáveis deixaram de ser produzidos em 1969, seguidos das berlinas em 1970. As versões comerciais e a Traveller permaneceram em produção até 1971.

Com um total de mais de 1,600,000 unidades produzidas, tornando-se no primeiro automóvel britânico a passar a marca de um milhão de carros fabricados, pode-se dizer que o Morris Minor teve uma carreira feliz, sendo ainda hoje bastante acarinhado no mundo dos clássicos (principalmente no seu país de origem), e deixou um legado gigantesco como primeira viatura cujo “pai” era Sir Alec Issigonis. Todos nós já sabemos o que se seguiu daqui e qual o impacto na indústria automóvel à escala mundial…

Exemplar nº 1,000,000 a sair da linha de produção

 

 

 

 

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